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Superstições e significados

 

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É uma pessoa supersticiosa? Quais são as suas superstições? 


Crendices populares: a realidade por detrás da superstição!

Embora não exista uma explicação científica para desmistificar as superstições que se foram criando ao longo de muitos e muitos anos, algumas destas crendices, criadas pelo povo e pelos costumes, e que foi passando de geração em geração, são explicadas por muitos racionalmente. Descubra os segredos por detrás das 11 superstições mais famosas de sempre e tente não limitar a sua vida, só porque acredita piamente nestas “sortes” ou “azares”!

 

Partir um espelho

A superstição de que os seus próximos sete anos serão de azar se partir um espelho está bastante enraizada na cultura popular. Esta história tem origem na antiguidade e várias versões. A primeira revela que os romanos, que foram os pioneiros na criação de espelhos de vidro, acreditavam que se este se partisse tinha o poder de confiscar a alma da pessoa que ficaria para preso dentro dele, durante sete anos. Na Grécia Antiga, utiliza-se um método divinatório popular que consistia em usar uma tigela de vidro com água para refletir a imagem da pessoa que queria saber mais sobre o seu futuro. Se durante a consulta a tigela se partisse era sinal de que a pessoa morreria ou teria dias difíceis nos próximos tempos. A esta versão, os romanos acrescentaram que os “próximos tempos” gregos se traduziriam exatamente em sete anos. Para juntar ainda mais superstição a este objeto, a história foi alimentada durante a Idade Média. Este objetos eram muito caros, e portanto os patrões avisavam os seus empregados que se partissem o espelho iriam ter muito azar. Um estímulo psicológico para evitar, nada mais nada menos, do que uma perda material.

 

Derrubar sal

Foi durante o Império Romano que nasceu esta superstição. O sal era uma espécie de ouro – era a única forma de conservarem os alimentos - para este povo, portanto dizia-se que dava azar derrubá-lo de forma a que se tentasse desperdiçá-lo ao máximo. Curiosamente, neste tempo, os saldados eram pagos com sal e daí a origem da palavra salário (salarium em latim). Hoje em dia, quando se derruba sal, de forma a cortar o azar, joga-se um pouco do mesmo por cima do ombro. A lenda diz que o diabo está sempre de pé atrás de nós, e dessa forma, atirando o sal para as nossas costas, conseguimos acertar-lhe nos olhos e cegá-lo.

 

Guarda-chuva aberto dentro de casa

A superstição diz que abrir um guarda-chuva dentro de casa dá azar. A explicação para esta crendice vem da época da Grécia Antiga, em que os guarda-chuvas eram usados como proteção contra o Sol. Ao se abrir então um chapéu dentro de uma habitação estava a insultar-se o deus do Sol. Outra versão, explica que esta superstição nasceu porque este objeto protegia das tempestades da vida e que ao abrir-se dentro de quatro paredes, insultava os espíritos guardiões, levando-os a deixar a casa desprotegida.

 

Dizer “Deus te abençoe” depois de um espirro

Esta superstição nasceu com o Papa Gregório Magno, que durante a peste bubónica dizia a frase “Deus te abençoe” para alguém que soltasse um espirro, e que possivelmente estaria afetado pela doença. Diz a lenda, que esta bênção evitava que a enfermidade se espalhasse e também que a alma escapasse do corpo durante o espirro.

 

Pata de coelho

No século VII, o coelho era considerado um talismã, pois os chineses consideravam-no um símbolo de prosperidade. Acredita-se que quem tem uma pata de coelho beneficia da sorte do animal. Há ainda culturas que creem que o coelho ajuda a promover a reprodução e ajuda à fertilidade.

 

Bater na madeira

Dar algumas pancadinhas na madeira para afastar o azar é uma superstição muito antiga. Acredita-se que a expressão nasceu com os índios americanos que tinham hábito de dar alguns toques nas árvores, quando pensavam estar a aproximar-se algum mal, pois segundo estes povos era nesse local que habitavam os deuses, e dessa forma chamavam a sua atenção para os acudir.

 

Cruzar os dedos

Embora não hajam muitas teorias que provem a origem desta superstição, uma delas explica que na época em que o cristianismo era ilegal, cruzar os dedos era uma forma secreta dos cristãos se reconhecerem uns aos outros. Uma outra, mais antiga, refere que cruzar os dedos era uma forma de afastar as bruxas e os espíritos malignos da nossa vida.

 

Encontrar uma ferradura

Os cavalos eram considerados animais sagrados, durante a Grécia Antiga. Portanto, se se encontra uma deve ser pendurada atrás da porta de casa e com as pontas para cima. Se for pendurada com as pontas para acredita-se que a sorte seja derramada.

 

Trevo de quatro folhas

Ainda no primeiro milénio a.C., os druidas usavam o trevo de quatro folhas como talismã, pois acreditavam que quem possuísse uma dessas plantinhas conseguiria ver os demónios no meio da floresta e também escapar deles. O poder atribuído ao trevo de quatro folhas vem possivelmente da sua raridade em ser descoberto.

 

Orelhas quentes

Esta crendice é já muito antiga e diz que quando estão a falar mal de si, as suas orelhas ficam quentes. Segundo a história, a superstição nasceu da ideia, difundida durante o século 1, de que no ar existia uma espécie de “mercúrio universal”, que permitia a transferência de energia entre pessoas. Assim, quando alguém falava mal de outra pessoa, as palavras chegavam sempre aos ouvidos do outro.

 

Levantar com o pé direito

Os Romanos acreditavam que o lado esquerdo era maldito. Por exemplo, se a trajetória dos pássaros fosse para a esquerda, eles achavam que os próximos dias seriam de mau agouro. Com a difusão do cristianismo, o lado esquerdo continuou a ser mal visto, pois segundo a tradição cristão, os eleitos de Deus permaneciam sempre à Sua direita. Ao longo dos tempos, levantar com o pé direito era sinónimo de boa sorte, enquanto que levantar com o esquerdo significava  que o dia podia não correr muito bem. Claro que atualmente este é um caso típico de autossugestão.

 

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Há vida depois da morte?

Na sua opinião há vida depois da morte? Veja o que os estudiosos dizem sobre o assunto!

 

Ninguém sabe ao certo para onde vai a alma quando o corpo morre. A morte é um dos maiores mistérios que existem e é talvez o desafio com que temos maior dificuldade em lidar.

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Muitas correntes de pensamento acreditam que quando morremos apenas o corpo deixa de existir, pois a alma continua viva, prosseguindo a sua caminhada espiritual.

Estas teorias são muito antigas, remontando a tempos primitivos, desde que o Homem separou a ideia de alma do corpo. Os egípcios acreditavam na vida depois da morte; o filósofo grego Pitágoras foi um dos defensores da reencarnação, na Antiguidade.

Segundo a teoria que acredita e defende a reencarnação, o propósito de toda a vida é a evolução das almas, que vão reencarnando sucessivamente e que em cada vida aprendem lições e superam desafios que as levam a crescer e a evoluir, até alcançarem a Luz original, de onde vieram e para onde se encaminham, evoluídas.

Por essa razão, muitas pessoas sentem a presença de entes queridos que partiram deste Mundo e que ainda não voltaram a encarnar; segundo essa teoria, quando a alma deixa o corpo físico mantém-se um tempo “a pairar” até voltar à Terra, noutro corpo e noutra vida.

Estas mesmas teorias defendem que, antes de encarnarmos, escolhemos a vida que vamos viver, as pessoas com quem vamos reencarnar, as situações que vamos ter de enfrentar.

Aquilo que escolhemos não é, na maior parte das vezes, fácil, mas é aquilo que é necessário para nós, para podermos aprender as lições que temos de aprender.

Quando eu digo que o momento mais importante da sua vida é agora, pense que as suas ações de hoje podem condicionar o seu futuro, não só nesta vida mas, quem sabe, numa vida futura…

 

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Vidas passadas e Reencarnação

Existem no Mundo muitos movimentos e pessoas que acreditam na reencarnação. Para cada pessoa, a reencarnação tem um significado diferente, pode ser uma teoria, uma crença, uma filosofia, ou simplesmente uma forma de vida. Através da reencarnação encontramos explicação para algumas ocorrências inexplicáveis da nossa vida.

Com as vidas passadas aprendemos que aquilo que fazemos hoje terá repercussões nas nossas vidas futuras. Devemos proceder com retidão e honestidade para podermos construir uma futura reencarnação livre de um Karma pesado.

 

O que significa reencarnar?

A reencarnação significa que após a morte a alma deixa o corpo e prepara-se para regressar à vida, mas através de outro ser.

As circunstâncias em que se dá esse regresso e o ambiente em que vai viver são determinadas pela evolução e progressos alcançados em vidas anteriores.

 

A personalidade de cada indivíduo é uma síntese dos acontecimentos que ocorreram em vidas passadas. Este ser reencarnado irá nascer no meio e nas circunstâncias que forem mais favoráveis ao seu desenvolvimento.

A vida é muito mais do que aquilo que os olhos observam e vai muito além dos nossos sentidos. Quando durante esta encarnação praticamos o bem, estamos a criar um Karma positivo, tanto para esta vida, como para vidas futuras.

Fazer bem é começar por sermos o nosso melhor amigo, tratarmo-nos bem, sermos gentis para connosco, termos pensamentos positivos a nosso respeito, sabermos cuidar de nós.

Se as pessoas soubessem tomar conta delas próprias, o Mundo seria bem melhor, haveria muito menos gente para cuidar.

Quem se ama e respeita, não se deixa a si próprio cair no abandono, trata-se com respeito independentemente das circunstâncias em que se encontra nesta encarnação. 

 

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A Alma Gémea

Todos nós, no mais íntimo do nosso ser, alimentamos a esperança de encontrar a nossa alma gémea, a pessoa que nos completa de forma perfeita, que nos aceita como somos e nos ama incondicionalmente.

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Muitas pessoas relatam que, ao conhecerem a pessoa que amam, sentiram como se já conhecessem aquela pessoa, como se já tivessem vivido com ela um amor noutro tempo, noutra vida.

Quem acredita na Reencarnação defende que ao longo de sucessivas encarnações a alma vem à Terra com o propósito de realizar a sua aprendizagem, que a faz evoluir espiritualmente até voltar à Luz Suprema, de onde foi criada. Ao longo das várias vidas que vivemos vamo-nos cruzando com outras almas que reencontramos em mais do que uma encarnação – esta teoria explica porque razão algumas pessoas se sentem tão imediatamente familiarizadas com pessoas que acabaram de conhecer, como se já as conhecessem antes. E explica, também, porque razão outras pessoas sentem que têm um "karma amoroso" com alguém, como se tivessem de resolver nesta vida questões que tiveram início há muitos séculos atrás.

O conceito de Alma Gémea prende-se com a teoria da Reencarnação. O filósofo grego Platão colocou a hipótese de, num tempo primordial, sermos todos seres perfeitos, com uma metade masculina e outra feminina e uma só alma. Os homens achavam-se superiores por serem um todo tão harmonioso, e por isso os deuses castigaram-nos, dividindo-os ao meio. E reza a lenda que, desde então, todos nós vivemos à procura da pessoa que, no início dos tempos, era a outra metade de nós.

Como reconhecer a minha Alma Gémea?

O encontro com uma alma gémea é muito mais forte e muito mais intenso do que qualquer outro amor ou paixão que já viveu. Acima de tudo, o que caracteriza o encontro com uma alma gémea é a sua intensidade e, principalmente, a sua certeza.

Quando encontramos a nossa alma gémea, sabemos que "é ela a tal". Não conseguimos explicar porquê, nem encontrar uma justificação lógica, mas sabemos que aquela pessoa faz parte de nós, que estamos ligados a ela, e que a nossa vida nunca mais será a mesma depois de a encontrarmos.

Características de uma relação entre Almas Gémeas:

Este relacionamento traz os maiores desafios que a nossa vida amorosa alguma vez nos apresentou – porque com a alma gémea aprendemos, justamente, o amor puro e incondicional.

Facilidade de aceitação - os defeitos do outro deixam de ter importância, porque os aceitamos como parte dele e os amamos também, naturalmente, sem esforço.

É bastante comum que se encontrem em momentos-chave das suas vidas, e que o encontro esteja associado a uma estranha coincidência.

Encontrar a Alma Gémea é como chegar a casa. É encontrar alguém com quem nos sentimos inexplicavelmente seguros, bem, completos.
É insuportável estar separado dessa pessoa: estar afastado dessa pessoa dói, mais do que qualquer outra dor antes experimentada.

Tudo é sentido por ambas as partes. Quando apenas uma das pessoas sente esta intensidade, não podemos afirmar que se trate de Almas Gémeas. Num encontro de Almas Gémeas ambos sentem a impossibilidade de se afastarem,de forma inexplicável são atraídos um para o outro.

Nada voltará a ser como antes. Este encontro marca a vida de ambos de uma forma absoluta e irreversível, havendo um ponto de viragem.

Fazer as pazes é sempre mais importante do que o conflito, e não há zanga que se sobreponha à necessidade de estarem juntas.

Têm uma familiaridade imediata e enorme. É como se não houvesse nada a esconder àquela pessoa, a sensação de conforto sobrepõe-se a tudo o resto, havendo um imediato sentimento de paz e bem-estar, de pertença.

E se eu não encontrar a minha Alma Gémea?

O encontro de Almas Gémeas é incomparavelmente intenso e poderoso, e por essa razão só acontece quando ambas as almas estão preparadas para ele.

Mesmo que, nesta vida, não encontre a sua Alma Gémea, procure encontrar a alma certa para si – aquela que é a sua companheira para o momento da sua evolução espiritual que está a viver, a que vai ajudá-la a chegar ao próximo
nível.

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As leis do Karma: o que fiz eu para merecer isto?

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Destino

"Isto é Karma!" é uma das expressões que todas as pessoas já ouviram, ou já disseram, pelo menos uma vez na vida. Sempre que um acontecimento que nos irrita ou aborrece se repete de forma inesperada ou até imprevisível, temos tendência para delegar responsabilidades num passado remoto, numa espécie de castigo por algo que  não temos memória consciente de ter feito. Mas afinal, o que é o Karma?

Por "karma" (também escrito "Carma") entende-se "acção" ou "causa": a energia que é gerada pelas nossas acções numa vida, repercutindo-se noutras vidas. A palavra Karma deriva do sânscrito e surgiu associada ao Budismo e ao Hinduísmo, sendo mais tarde adoptada pelo Espiritismo. Também a Cabala — filosofia que tem origem no Judaísmo — defende a existência da vida após a morte, acreditando que a alma regressa à Terra tantas vezes quantas forem necessárias para completar o seu Tikkun (termo associado ao Karma), superando sempre as provas que recebe como consequência dos seus actos.

Segundo a Lei do Karma, cada uma das nossas acções gera uma reacção ou um efeito, razão pela qual temos de "pagar" por cada acção negativa que praticamos, ou algo a "receber" por cada acto positivo. Neste último caso, trata-se do Dharma – aquilo que temos a receber pelas boas acções praticadas.

Tanto o Budismo como o Hinduísmo defendem que a alma encarna ao longo de sucessivas vidas, visando sempre a evolução espiritual. Para que esta possa acontecer, a alma tem de superar provas e ultrapassar desafios, para que a sua aprendizagem possa acontecer, fazendo a alma evoluir e crescer até chegar à Luz. Assim, as acções que praticamos numa encarnação têm uma consequência, que geralmente nos confronta numa encarnação futura.

Assumindo como verdadeira a teoria da Reencarnação, existente desde as civilizações e filosofias mais antigas, aquilo que vivemos em cada uma das nossas encarnações terá repercussões nas encarnações seguintes.

Antes de encarnar, a alma "escolhe" aquilo que virá fazer e aprender na encarnação que se lhe apresenta. O livre-arbítrio, contudo, faz com que este "esquema prévio" não determine a vida que vamos viver. Embora sejamos confrontados com os desafios que "escolhemos" antes de encarnar, cabe-nos sempre a nós escolher a forma como os encaramos. É claro que pessoas que vivem uma vida de miséria ou atravessam situações traumáticas se podem facilmente insurgir contra esta ideia "Então mas eu escolhi ser pobre?", "Aquela mulher escolheu ser vítima de violação?", mas para poderem compreender esta dinâmica têm de se distanciar e ver a vida numa perspetiva mais abrangente: se somos almas que sucessivamente encarnam, o nosso propósito e a nossa essência é MUITO maior do que aquilo que hoje vivemos. A pobreza, as injustiças, a dor, são apenas um episódio, que diz respeito ao presente, o momento que conta AGORA, mas a totalidade do nosso ser é muito maior que isso. De acordo com a Lei do Karma e da Reencarnação, a alma escolhe, conscientemente, os desafios que lhe irão proporcionar as maiores oportunidades de crescimento. Assim, uma pessoa que, imaginemos, viveu como um poderoso magnata noutra vida, e que não soube dar valor à riqueza que possuía, desperdiçando-a ou usando-a para subjugar outros, irá reencarnar numa condição de pobreza, para que possa aprender a dar valor ao dinheiro e a respeitar os outros. O Karma não é um castigo – é uma oportunidade de aprendizagem.

 

Padrões Kármicos

Por representarem desafios difíceis, nem sempre superamos, à primeira, um acontecimento kármico. Por essa razão, é frequente depararmo-nos, ao longo da nossa vida, com padrões que se repetem, com acontecimentos que nos marcam e que são muito semelhantes a outros que já vivemos, e que já nos fizeram sofrer anteriormente. Estes acontecimentos irão repetir-se sempre, ao longo da nossa vida e, se não forem aprendidos, de outras encarnações, até aprendermos essa lição.

Assim, para superar o Karma, é necessário em primeiro lugar compreender que lição aquele acontecimento, ou pessoa, nos está a querer ensinar. Depois, é necessário aceitar e perdoar, fazendo de outra maneira desta vez. A aceitação não é resignação, assim como perdoar não é condescender que a outra pessoa tem razão. Ao perdoarmos libertamo-nos, acima de tudo, a nós próprios, e só assim podemos viver sem esse peso nos ombros.

 

Relacionamentos Kármicos

É no terreno dos relacionamentos – amorosos e familiares - que o Karma mais se faz sentir, pois é nas relações que temos com os outros que mais aprendemos e, também, que mais erramos e temos para aprender.

A família é um dos mais importantes elos Kármicos que temos, pois geralmente escolhemos encarnar com outras almas que nos acompanham ao longo de encarnações sucessivas, sendo geralmente aquelas com quem temos mais assuntos para resolver aquelas que, nesta vida, encarnam na pele de nossa mãe, pais, irmãos. Mas as relações familiares nem sempre são kármicas – podem existir almas "novas", que ainda não conhecemos antes. Podem, também, ser "companheiros de alma", almas com quem tivemos boas experiências noutras vidas, que agora encarnam connosco para que possam estar ao nosso lado e facilitar-nos a nossa caminhada sempre que precisarmos de ajuda. De um modo geral, as pessoas que compõem uma família são almas que estão num estádio de evolução espiritual idêntico. Geralmente, existe um propósito comum, que faz com que esse grupo de almas encarne associado. Por estarem vinculadas pelos laços de sangue, é entre estas almas que surgem os mais íntimos conflitos, e são eles que maiores aprendizagens nos proporcionam, já que muitas vezes apresentam as provas mais difíceis de superar. Um amigo ou um parceiro amoroso podem ser erradicados da nossa vida e finalmente esquecidos, mas mesmo que não haja um contacto físico ninguém esquece a mãe, o pai, um irmão – ou a ausência dele. E quer a sua presença quer a sua ausência são, sem dúvida, importantes mestres na nossa evolução espiritual. É muito frequente reencarnarmos tendo com familiares chegados aqueles que, noutra vida, nos fizeram mal, ou a quem nós fizemos mal, para termos a oportunidade de, nesta vida, reparar o mal que foi feito, corrigindo-o. Por essa razão, ao alimentar quezílias familiares e rancores, estamos apenas a agravar o nosso Karma, pois se não resolvermos essas questões agora seremos confrontados com elas mais tarde, até as ultrapassarmos.

 

Dívidas Kármicas

Existem pessoas que surgem na nossa vida de forma aparentemente mágica, pontual, como se viessem cumprir uma missão. De acordo com a teoria da Reencarnação, vêm mesmo. Ao longo das nossas vidas podemos, com as nossas acções, criar dívidas kármicas – quando alguém nos faz um favor, quando faz algo especial em nosso benefício, ficamos em dívida para com essa alma, e mais tarde voltaremos a cruzar-nos com essa pessoa, numa situação em que possamos nós fazer algo por ela, retribuindo-lhe o favor. Do mesmo modo, quando desejamos fazer algo e não o concretizamos, criamos uma Dívida Kármica para connosco, que teremos de "pagar" mais tarde ou mais cedo na nossa evolução. Se quis agradecer algo a alguém e não teve possibilidade de fazê-lo, voltará provavelmente a reencontrar essa alma noutra vida, para que possa cumprir a Dívida Kármica com que ficou para com ela.

 

O merecimento e o perdão

Seja qual for a situação que a sua vida lhe apresenta, ou apresentou, procure vê-la sempre a uma escala maior. Não veja o Karma como algo fatalista a que não pode escapar, pois o nosso livre-arbítrio pode sempre alterar o curso dos acontecimentos que estavam destinados de uma certa maneira. A Lei do Karma serve o propósito da evolução e da aprendizagem, e ela existe para que possamos superar os desafios que nos permitem melhorar. Encare sempre cada situação como parte do todo das suas vidas, procure encontrar a lição que tem para aprender e, ao fazê-lo, aceite o passado, pense que na altura fez o melhor que podia e sabia segundo as circunstâncias, e siga em frente.

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Mente sã! Trabalhe a sua mente e seja mais feliz!

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12 formas para relaxar a mente

Anda mais stressado, nervoso ou deprimido? Não dorme bem? Precisa acalmar-se? Ensinamos-lhe exercícios práticos e simples que funcionam como tranquilizantes naturais e podem fazer verdadeiros “milagres” pela sua estabilidade e paz interior.

 

1 – Respiração ritmada e profunda

Pode parecer clichet mas é um facto que respirar fundo ajuda realmente a mente a relaxar. Todos os dias, sempre que estiver stressado ou mais ansioso, experimente fazer exercícios de respiração. Comece por inspirar fundo e devagar, mantendo a boca fechada, prenda a respiração por alguns segundos e então solte o ar levando o dobro do tempo que levou a inspirar. Repita o exercício quatro vezes e vá aumentando os segundos com a prática. Além do relaxamento muscular, a respiração profunda diminui a velocidade dos pensamentos e acalma a frequência cardíaca. Normalmente, no final do exercício, a pessoa sente-se mais descontraída mas revigorada.

 

2 – Alimentos que relaxam
Determinados alimentos, ricos em selénio, magnésio e triptofano, contêm substâncias que ajudam a diminuir os níveis das hormonas ligadas à ansiedade e à depressão, ao mesmo tempo que aumentam os níveis das hormonas responsáveis pela sensação de calma e bem-estar. Entre eles estão as nozes, castanha-de-caju, cogumelo shitake, atum, bacalhau, chocolate e salmão. Inclua-os no seu cardápio e mantenha-se serena.

 

3 – Praticar meditação

O exercício da meditação acalma a mente. Concentrar-se numa só coisa, num pensamento, numa palavra ou num objeto, ajuda a esvaziar a mente de todos os problemas ou tensões. Pode meditar sentado ou deitado, mantendo os olhos fechados para se concentrar melhor. O importante é que esteja o mais confortável possível. Música calma ou sons da Natureza durante o exercício ajudam a manter o foco. Procure fazê-lo durante, pelo menos, 10 minutos. Os benefícios da meditação para o seu bem-estar, aumento da capacidade de concentração e redução dos níveis de stress serão visíveis. Também traz vantagens para a saúde física, como a diminuição da pressão sanguínea, dos níveis de açúcar e do colesterol.

 

4 – Experimente a aromaterapia

Os aromas de plantas são capazes de provocar uma deliciosa sensação de calma e equilíbrio, além de serem eficazes contra uma série de doenças e de problemas do dia-a-dia. Entre os aromas mais usados para relaxar a mente estão a lavanda, a hortelã e o eucalipto. Pode comprar óleos essenciais que podem ser aplicados diretamente sobre a pele. Por exemplo, esfregar algumas gotas nas têmporas e na parte interna dos pulsos e cotovelos é uma ótima opção. Velas aromáticas podem surtir o mesmo efeito.

 

5 – Estimule o bom humor

Perante uma situação difícil ou uma fase mais tensa, o humor pode ajudar a ver o problema em perspetiva e a dar uma lufada de ar fresco. O “célebre”senso de humor possibilita recarregar as energias e criar uma atmosfera mais agradável. Mesmo fora das crises, o bom de humor cumpre um papel importante e proporciona mais relaxamento à vida. Brinque com algumas situações sem destituí-las da seriedade e importância que merecem. Mas não leve a vida tão a sério, saboreie-a e celebre-a.

 

6 – Rodeie-se de amigos

Estar perto de amigos é uma das coisas mais relaxantes que pode existir. Além disso, o sentimento de singularidade que se tem ao perceber que se é muito importante para aquelas pessoas aumenta fortemente a autoestima. Assim sendo, valorize as relações de amizade e reúna-se frequentemente com as pessoas que lhe são queridas. Será meio caminho andado para manter o equilíbrio da sua mente.

 

7 - Em contato com o chão

Deite-se no chão e deixe o peso de todas as partes do corpo ceder. Relaxe cabeça, tronco, braços, pernas, braços, tudo deve simplesmente ceder. A partir daí, role livremente pelo chão, sem qualquer esforço e tentando não contrair nada. Neste exercício, sente-se o acolhimento que a terra dá. Além disso, a união de mobilização e entrega proporciona um relaxamento profundo de todos os músculos. Outra opção é deitar-se nos braços da pessoa amada, sem vergonha ou medo de mostrar carência. É o exercício mais relaxante de todos. Experimente!

8 – A famosa sesta…

Uma sesta rápida após o almoço é ótima para relaxar a mente. Os níveis de hormonas de stress são mais baixos nas pessoas que dormem a sesta do que naquelas que o não fazem, e inclusivamente do que nas que praticam formas específicas de relaxamento. Descansar ajuda ainda a melhorar a concentração e evita a produção excessiva de substâncias como a adrenalina. Tente encontrar um lugar onde possa deitar-se de costas após o almoço e mantenha a respiração regular. Aos poucos, relaxe cada segmento do corpo, desde os músculos da face, descendo para o tronco, membros e pés.

 

9 - Interesses diversos para descontrair

Reserve tempo para fazer o que mais gosta. Cozinhar, ler, praticar desporto, enfim, tudo o que lhe dá prazer. Manter a mente ocupada com o que aprecia ajuda a aliviar a ansiedade e a libertar mais endorfinas, as hormonas responsáveis pela sensação de bem-estar. O investimento de energia em atividades diversas é a garantia de que não se tornará “refém” de problemas numa área específica da vida, direcionando a sua energia para horizontes alternativos e mais apetecíveis.

 

10 – Música para a “alma”

A musicoterapia, que tem como base ouvir músicas relaxantes, pode ser uma ótima forma de relaxar. Ritmos para dançar, sons mais lentos para descontrair ou até ouvir sons da Natureza, como o barulho das ondas do mar ou da chuva, podem revelar-se uma alternativa saudável na hora de recuperar de um dia stressante de trabalho. Saiba ainda que as batidas binaurais são um tipo especial de música ou som que produzem uma alta quantidade de ondas alfa no cérebro, ajudando a abrandar.

 

11- Passe mais tempo com animais

Estudos mostram que pessoas que passam tempo de qualidade com animais de estimação ou em contato direto com eles têm a pressão sanguínea e os níveis de stress mais baixos do que aquelas que raramente tem contato com “bichos”. Se não tem um “pet”, ofereça-se para passear o cão de um amigo ou vizinho ou peça-lhe simplesmente para brincar com o bichinho. Um pouco de contato com um animal todos os dias pode fazer verdadeiras maravilhas pela sua harmonia.

 

12 – Banho relaxante

Tomar um banho relaxante ao final do dia também é fabuloso para descontrair e recuperar de um dia intenso de trabalho. Se puder “mergulhe” na banheira com água quente durante 20 minutos. Pode adicionar algumas gotas de uma essência que aprecie ou acender uma vela aromática. Também pode praticar natação ou hidroginástica. A água morna ajuda a libertar endorfinas, que reduzem o stress e promovem o bem-estar.

 

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Karma e reencarnação

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Saiba o que herdou de vidas passadas?

Existem no Mundo muitos movimentos e pessoas que acreditam na reencarnação. Para cada pessoa, a reencarnação têm um significado diferente, pode ser uma teoria, uma crença uma filosofia ou simplesmente uma forma de vida. Através da reencarnação encontramos explicação para algumas ocorrências inexplicáveis da nossa vida.

 

Com as vidas passadas aprendemos que, o que fazemos hoje terá repercussões nas nossas vidas futuras. Devemos proceder com o máximo de rectidão e honestidade para podermos construir uma futura reencarnação livre de um pesado Karma.

A reencarnação significa que a alma, após a morte deixa o corpo e prepara-se para regressar à vida mas, através de outro ser.

As circunstâncias em que se dá esse regresso e o ambiente em que vai viver, são determinadas pela evolução e progressos alcançados em vidas anteriores.

A personalidade de cada indivíduo é uma síntese dos acontecimentos que ocorreram em vidas passadas. Este ser reencarnado irá nascer no meio e nas circunstâncias que forem mais favoráveis ao seu desenvolvimento.

 

A ALMA

A alma não existe no plano material se não existir um corpo onde esteja encarnada. Desta forma desfaz-se do corpo quando já cumpriu o seu propósito numa encarnação. Trocando então por outro corpo. Ponho como hipótese para o grande aumento demográfico da humanidade, e correspondendo a cada individuo uma alma, que esta em determinadas reencarnações se divida em duas e assim sucessivamente durante gerações e espalham-se por toda a terra, ficando a fazer parte daquilo a que Jung chamou consciência do universo. Como nos dividimos numa parte feminina e noutra masculina, andamos sempre à procura da nossa outra parte. O amor acontece quando encontramos a outra parte de nós próprios, em cada vida temos a missão de encontrar uma dessas partes que é a nossa Alma Gémea. Quando isso não acontece, o coração fica triste e sofre. Pode-se dar o caso de em uma só encarnação encontrar-mos duas, três ou mais Almas Gémeas. É através do amor que acumulamos experiências aprendidas em muitas vidas. Somos responsáveis por todas as outras partes de nós próprios que estão espalhadas pelo mundo, temos a obrigação de sermos o nosso melhor amigo e felizes. Se o não fizermos ficamos infelizes assim como as restantes partes de nós, “as nossas almas gémeas”.

Em cada reencarnação devemos pelo menos juntarmo-nos a uma parte de nós próprios ainda que seja por momentos. Esse amor será tão intenso e verdadeiro que ficará gravado nos nossos corações até ao resto da nossa existência. Se isso não acontecer seremos condenados ao pior dos males, a solidão. Algumas vezes ao encontrar o amor verdadeiro as circunstâncias exigem que se renuncie a ele e que cada uma das partes siga o seu caminho mas depois de tocadas as partes ficam unidas para toda a eternidade.

 

Regressão a vidas passadas e tratamentos

Há uma grande curiosidade em saber o que fomos em vidas passadas e muitas pessoas gostariam de saber que experiências teriam se regredissem a uma dessas vidas.

Podem ocorrer várias situações. Ao fazer essa regressão podemos observar uma cena e tirar daí toda a informação como se de um filme se tratasse outras vezes observam-se impressões pouco claras que desaparecem quando estamos quase a atingir o seu significado, noutros casos tornamo-nos conscientes duma dualidade que vem de raízes profundas sem que estejamos a ouvir ou a ver nada, também é possível que tenhamos a sensação de alguém nos estar a segredar ao ouvido determinadas cenas ou situações.

Quando se faz a regressão a vidas passadas ao paciente devem ser aplicadas algumas técnicas de protecção, uma dessas técnicas consiste em que o paciente imagine uma luz branca e pura que lhe entra pelo alto da cabeça e lhe percorre todo o corpo envolvendo-o e protegendo-o, esta luz protege-o de qualquer situação negativa com qual a pessoa possa defrontar-se durante a terapia. A pratica da regressão a vidas passadas deve ser feita com muito cuidado e conscientemente, pois em alguns casos ao invés de contribuir para a independência do individuo pode torná-lo num co-dependente  quanto mais regressões o individuo fizer mais fácil será ficar dependente e não é isso que se pretende. O objectivo é contribuir para que o indivíduo se conheça de uma forma mais profunda e analítica e assim contribuir para o seu bem-estar espiritual, intelectual e físico.

Há pessoas que através desta técnica ficam a saber por que motivo tem determinadas fobias.

 

Por exemplo, quando se tem medo de água, pode muito bem ter acontecido que numa determinada vida anterior esse individuo tivesse morrido afogado.

 

VIDAS PASSADAS     

Um professor da State University of New York em Buffalo, durante uma consulta de Tarot, relatou uma experiência vivida com uma sua paciente que o tinha marcado profundamente. Passou-se com Susan que há vários meses vinha duas vezes por semana às suas consultas de psicoterapia intensiva. Era uma boa paciente, faladora, capaz de expor visões anteriores e desejosa de se curar.

Criada numa família católica conservadora natural de Rochester, uma pequena cidade próxima de Buffalo, Estado de New York. A sua vida sempre fora sobrecarregada de receios. Tinha medo da água, tinha medo de sufocar, tinha medo de andar de avião, tinha medo do escuro, sentia pavor com a ideia de poder ser fechada, tinha crises de sonambulismo, e sentia um terror imenso com a ideia de morrer.

A mãe dela caía frequentemente em depressões profundas que implicavam a necessidade de visitas frequentes a um psiquiatra e a tratamentos.

O pai apresentava uma longa história de abuso de álcool que levou a que tivesse brigas frequentes com a mãe, o que fazia com que pouco a pouco se tornassem taciturnos e afastados um do outro. Era este o padrão familiar de Susan.

Na tentativa de aliviar o seu sofrimento, foi-lhe sugerido um tratamento por hipnose que aceitou com alguma relutância. A hipnose constitui uma ferramenta excelente para ajudar um paciente a recordar incidentes há muito esquecidos. Trata-se de um estado de concentração focada. Sob as instruções de um hipnotizador experimentado, o corpo do paciente descontrai-se, permitindo que a memória se avive. Esta técnica é de grande ajuda para reduzir ansiedade, eliminar fobias, mudar maus hábitos e ajuda a recordar assuntos abafados.

Susan estava deitada no sofá, com os olhos semicerrados e a cabeça apoiada numa almofada. A sua respiração era cadenciada, em cada expiração libertava a tensão e a ansiedade que tinha armazenadas. Foi-lhe dito para visualizar os seus músculos a descontraírem-se progressivamente, começando pelos músculos do rosto e do maxilar, seguindo-se o pescoço e os ombros, os braços, costas e músculos do estômago, e por último as pernas.

Seguidamente recebeu instruções para visualizar uma luz branca brilhante no cimo da cabeça, dentro do corpo, que se difundiu lentamente por todo o corpo, descontraiu todos os músculos, todos os nervos, levando-a a um estado cada vez mais profundo de relaxamento e de paz. De vez em quando, e de acordo com as instruções recebidas, a luz preenchia e envolvia o corpo.

Iniciou-se a contagem lenta em sentido inverso, de dez para um. O seu estado de descontracção era cada vez mais profundo e o seu estado de transe tornou-se mais intenso. Quando chegou ao número um, estava num estado de hipnose moderadamente profundo. Este ciclo completo dura normalmente cerca de vinte minutos.

Deu-se início à regressão, para recordar factos de épocas cada vez mais distantes. Susan era capaz de falar e de responder às perguntas que lhe eram feitas enquanto se mantinha num profundo estado de hipnose. Lentamente, ela foi sendo conduzida através do tempo, tendo regressado ao tempo onde estavam as origens dos seus sintomas.

Foi-lhe perguntado em que ano estava e como é que se chamava.«Vejo um grande edifício banco com pilares, não há portas. Uso um vestido comprido, solto, feito de um material simples. Os meus cabelos são compridos e negros. O meu nome é Lia...Estamos no ano de 1754 a.C. Tenho dezanove anos. Vivemos num vale... Não há água. A zona é árida, quente e arenosa. Não há rios. Há um poço e a água chega ao vale vinda das montanhas.» Depois de ter relatado mais pormenores avançou no tempo mais alguns anos e contou o que viu.

«Há árvores e uma estrada em terra batida. Estou sentada no degrau da porta da casa e em frente há uma fogueira. O meu cabelo é escuro. Uso um vestido branco comprido, e sandálias de tiras de couro. Tenho vinte e sete anos. Tenho uma filha que se chama Dina.»

Seguidamente relatou a sua morte que ocorreu por afogamento no poço juntamente com a sua filha.

«Vejo um campo verdejante... Estou com a minha bebé e com outras pessoas da minha aldeia.»

Os seus relatos foram extensos, mas nesta fase, claramente, esta vida terrena tinha terminado.

Na tentativa de explicar estes relatos, foram analisados diversos diagnósticos psiquiátricos possíveis. Esquizofrenia? Alguma vez tinha apresentado qualquer sintoma de uma desordem cognitiva ou de pensamento? Havia experimentado quaisquer alucinações auditivas em que ouvisse vozes? Alucinações visuais! Qualquer outro tipo de episódios psicóticos? Apresentava quaisquer tendências sociopáticas ou anti-sociais?

Consumia drogas ou ingeria substâncias alucinogénicas? Abusava do uso do álcool?

Mas, só havia uma explicação para esta ocorrência. Vidas anteriores! Reencarnação! Susan lembrava-se de uma forma muito nítida de fragmentos de outras vidas.

São muitos os relatos acerca da vida depois da morte, reencarnação, experiências extra corporais e fenómenos idênticos.

São conhecidas referências à reencarnação tanto no Antigo como no Novo Testamento. Em 325 d. C., o imperador romano Constantino, o Grande, juntamente com a sua mãe, mandou eliminar as referências à reencarnação mencionadas no Novo Testamento. O segundo Concílio de Constantinopla, realizado em 553 d. C., confirmou esta atitude e considerou uma heresia o conceito de reencarnação. Os gnósticos primitivos - Clemente de Alexandria, Orígenes, S. Jerónimo, e muitos outros - acreditavam que já tinham vivido outras vidas passadas e que voltariam a viver outras vidas futuras.

É muito importante meditar sobre o profundo significado da vida e da morte como uma parte natural da vida. Devemo-nos sentir responsáveis pelas nossas acções, tanto as boas como as más. Haverá sempre um preço a pagar. O mundo fenomenológico dos cinco sentidos e o mundo dos planos não físicos, representados pelas nossas almas e espíritos, encontram-se interligados, tudo é energia.

A vida é muito mais do que aquilo que os olhos observam e vai muito além dos nossos sentidos. «Estamos todos na escola, a nossa tarefa é aprender, tornarmo-nos semelhantes a Deus através do conhecimento.»

 

REENCARNAÇÃO E KARMA 

Quando durante esta reencarnação praticamos o bem, estamos a criar um Karma positivo, tanto para esta vida, como para vidas futuras.

Fazer bem é começar por sermos o nosso melhor amigo, tratarmo-nos bem, sermos gentis para connosco, ter pensamentos positivos a nosso respeito, sabermos cuidar de nós.

Se as pessoas soubessem tomar conta delas próprias, o Mundo seria bem melhor, haveria muito menos gente para cuidar.

Quem se ama e respeita, não se deixa a si próprio cair no abandono, trata-se com respeito independentemente das circunstâncias em que se encontra nesta reencarnação.

É mais fácil cuidar dos outros do que de nós próprios, quantos de nós não dizemos aos outros, para não fazerem isto ou aquilo, quando na realidade nós não o somos capazes de fazer.

Temos a obrigação moral e espiritual de sermos o nosso melhor amigo.

Esta reencarnação é uma oportunidade para evoluirmos sobre todos os aspectos, quer físicos, quer espirituais. Não a desperdicemos.

Esta vida parece muitas vezes cheia de enganos. A vitória e a derrota não são a parte mais importante. O que é realmente importante é fazermos e defendermos aquilo em que acreditamos, é lutar por uma causa justa. O homem só é verdadeiramente grande quando se ultrapassa a si mesmo.

Podemos ser derrotados e ultrapassados pelos outros, mas a coragem de nos reerguemos e começar tudo de novo é o mais importante, transcendendo-nos a nós próprios.     

Cada ser humano só pode dar aquilo que tem.

Quanto amor for o respeito por ele próprio, mais capacidade terá de ajudar e amar o outro.

 

CURAR HOJE, FERIDAS DE VIDAS PASSADAS

Amar é Tomar Conta

Podemos estar a viver presentemente uma situação conflituosa sobre o aspecto afectivo, e isso dever-se a problemas do passado e a acertos que temos o dever de efectuar nesta encarnação.

O amor é uma preocupação verdadeira pela vida e o crescimento da pessoa que amamos. Quando não há esta preocupação afectiva, não há amor. Isto quer dizer que quando batemos a uma criança, por exemplo, não a amamos. No momento em que, humilhamos, traímos, ou magoamos uma pessoa não estamos a amá-la.

Quando uma criança de 5 anos se porta mal, e a mãe a maltrata, usando violência física, nesse momento a mãe odeia a criança, esta relação conflituosa pode ser fruto de um passado igualmente conflituoso, há que encontrar as causas deste conflito para poder resolve-lo, e isso é muitas vezes explicado e resolvido através da regressão a vidas passadas. A criança pode ter sido noutra vida um carrasco que fez sofrer, aquela que hoje é sua mãe. E por isso os conflitos e a dificuldade de harmonização entre mãe e filho.

Nesta vida há que aprender a amar e a respeitar aqueles que nos parecem diferentes, pois nada acontece por acaso.

Esta mãe ao invés de bater na criança, poderia gritar “ Estou farta preciso de paz!” mas não teria necessidade de humilhar e bater no filho. É difícil admitir que possamos odiar os nossos filhos. Gostamos muito deles e amamo-los, e fazemos também questão de manter a nossa imagem de “bons pais”. Nestas situações de crise escondemo-nos atrás de justificações como: “ é para o bem deles”, “ é por amor que os castigamos”.

É nosso dever durante esta nossa encarnação ensinarmos aqueles que por ventura noutra encarnação nos fizeram sofrer tanto, que o amor é feito de empatia e de partilha, atenção e respeito, ternura intimidade aproximação afectiva e gratidão.

É nosso dever aprender a amar. E amar é responder pela relação, estar atento as necessidades psíquicas do outro. Não devemos tomar estas necessidades a nosso cargo pois cada ser humano deve aprender a ser capaz de ultrapassar os seus próprios obstáculos, mas devemos respeitar estas necessidades, ouvi-las e dar-lhes resposta. Amar é estar atento à nossa atenção de tratar o outro.

Fazer projectos para os futuros dos nossos filhos pode ter também implicações em vidas passadas. Pode tratar-se de alguém que não nos deixou seguir a carreira que tanto desejámos numa outra vida, e então nós nesta vida tentamos vingar-nos, ao fazer-lhe o mesmo. Podemos fazer projectos com os outros, não pelos outros. Por exemplo: “ Quero que o meu filho seja médico, ele não gosta, mas eu gostava tanto de o ter sido”. Muitas vezes queremos que os nossos filhos sejam aquilo que nós não fomos capazes ou não podemos ser. E isso pode ter raízes profundas em vidas passadas.

Nos casais as relações conflituosas podem ter como origem problemas vividos em vidas passadas. Uma mulher pode sentir-se cansada de viver fechada em casa, querer realizar-se socialmente entrar no mundo do trabalho, os filhos já estão crescidos, mas o marido tem medo de vê-la emancipar-se. Tenta dissuadi-la de tal ideia para a poder manter ao seu serviço. Esta relação pode ter como origem numa outra reencarnação a mulher ter sido o marido daquele que hoje é marido dela e querer ajustar determinadas divergências que ficaram pendentes. Ao ficar em casa é ela que nesta reencarnação se ocupa dele uma vez que assegura a totalidade da carga doméstica e fica sobretudo ao serviço das suas necessidades afectivas.

Se ele permitir que a mulher seja independente economicamente pode acontecer que ele tenha medo de a perder.

Esta relação tem necessidade de aprender a amar, e amar é abrir-se à realidade do outro tal como ele é, sem procurar modificá-lo segundo as nossas vontades. Amar é encorajar o nosso parceiro a seguir o seu caminho, mesmo que não seja o nosso.

Nesta reencarnação é nosso dever aprender a gratidão que é uma faceta incontornável do verdadeiro amor.

Assim como o respeito deve ser encarado não como um dever moral mas sim como um impulso saído do interior das nossas almas.

Quando estamos felizes com alguém sentimos gratidão por essa pessoa simplesmente porque ela existe.

 

Para que nesta vida uma relação seja duradoura

Quando se fala em relação, está-se a falar pelo menos em duas pessoas. A comunicação e a partilha das emoções são absolutamente indispensáveis e obrigatórios para uma boa relação. A capacidade para se ouvir, para aprender um com o outro, para resolver conflitos, diz-nos a qualidade da relação. Amar não é o mesmo que confundirmo-nos um com o outro.

Uma relação sã é aquela que permite a cada um tornar-se dia a dia cada vez mais ele próprio.

Quando queremos fechar o nosso coração ao outro e o acusamos de todos os males é porque esses sentimentos têm origem nas nossas próprias emoções, e podem ser traumas ou recalcamentos de vidas passadas. Nesta reencarnação devemos conservar o coração aberto cada vez que temos vontade de fechá-lo, é uma maneira de podermos evoluir espiritualmente e ao mesmo tempo fazer com que na relação ambos cresçam. A nossa reencarnação actual está a dar-nos a grande oportunidade de concertarmo-nos o que de errado fizemos em vidas passadas. Não vamos deixar escapar esta oportunidade.

Nos casais as divergências são sempre muito frequentes, e é através delas que podemos reparar erros passados e construir uma relação de harmonia e verdadeiro amor através de toda a eternidade.

Quando temos divergências de opinião com o nosso companheiro, devemos expô-las abertamente, pois só aquilo que não se diz é que pode criar distâncias intransponíveis. Resolver os conflitos tanto os menores, como os maiores, fazem parte da relação.

Não tenham medo dos conflitos os conflitos não perturbam os laços, alimentam-nos. Aquilo que realmente afasta o casal é o jogo de poder.

Acontece muitas vezes que noutra reencarnação o que hoje tem uma posição superior, tenha sido por exemplo, escravo do outro.

 

Como exprimir os sentimentos e as necessidades ao nosso companheiro

Quando sofremos um desgosto ou algo nos apavora, se não partilharmos os nossos medos com o nosso companheiro, e escondermos essa emoção, dissimulando um sentimento, estamos a cavar um fosso entre nós. Os segredos sobre os sofrimentos, a doença, as mortes, os abortos, ou os actos menos lícitos de um membro da família ou os problemas de um antepassado devem ser discutidos e partilhados com a família se não o fizerem estão a prejudicar muito a relação. Todos estes problemas têm o propósito de nos reconciliar com acontecimentos e pessoas de vidas passadas.

Todas estas coisas caso não sejam faladas podem ser um obstáculo à construção do amor nesta nossa reencarnação. Toda a emoção que não seja exprimida vai interferir na livre circulação e evolução do verdadeiro amor.

 

Comunhão com o outro

A empatia é aquela rara capacidade e intuição de percebermos o que o outro sente. Para evoluirmos verdadeiramente e amar intensamente é indispensável cultivar a capacidade de se identificar com o outro. Isto não quer dizer projectarmo-nos no outro atribuir-lhe aquilo que nós sentimos, é pormo-nos na pele do outro durante alguns momentos. Desta forma podemos impedir a humilhação do nosso cônjuge, pois ao pormo-nos no lugar dele, paramos imediatamente, isto quer dizer por à frente dos nossos interesses as emoções e os interesses da pessoa que amamos, e é esta a nossa missão aprender a amar e a respeitar aquele que por ventura no passado tanto sofrimento nos causou.

 

Aprenda a partilhar nesta reencarnação

O nosso companheiro é aquele com quem partilhamos o alimento e os problemas do dia a dia. A relação cria-se e continua através da partilha e das emoções.

Não nos devemos esforçar por dar uma imagem ideal de nos próprios ao nosso companheiro, pois quanto mais o fazemos mais dele nos afastamos. Devemos ouvir o nosso companheiro de uma forma activa, isto quer dizer ouvir mesmo o que ele diz, acompanhar o seu raciocínio e fazer-lhe perguntas se necessário, através da pergunta mostramos ao nosso companheiro que estamos a prestar-lhe toda a nossa atenção. Muitas relações extra conjugais nascem do desejo de encontrar alguém a quem se possa falar e confiar, o amante é alguém a quem se pode dizer tudo o que não se diz ao marido ou à mulher. O que faz com que uma relação seja duradoura é a partilha emocional. A revelação dos sentimentos e das emoções cria intimidade e é a mais profunda de todas as experiências.

 

Amar de coração aberto

O verdadeiro amor é a capacidade de viver a intimidade. A intimidade é um espaço relacional onde se efectuam trocas directas, sem mascaras, autentica, espontânea. A intimidade precisa de receptividade e abertura ao outro. Existe muita gente para a qual a intimidade está ligada ao segredo. Têm medo de mostrar a nudez da sua alma ao cônjuge, isto acontece porque provavelmente em outras reencarnações foram ridicularizadas por este. Na vida actual devem lutar contra esta vergonha inexplicável e com raízes em vidas passadas. Tem agora a oportunidade rara de se mostrarem um ao outro tal como são e assim criar laços de amor ternura e amizade que perdurarão através dos séculos.

 

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