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Consultório de Astrologia

Como defender-se do mal

Rituais e orações que deve fazer!

As pessoas felizes não desejam mal aos outros. No entanto, em certos momentos de raiva ou revolta, acontece termos pensamentos menos positivos em relação a alguém que nos fez perder a cabeça.

Embora seja um impulso humano, o que importa é que seja apenas um impulso e que tenhamos consciência dele, para não o repetirmos.

Infelizmente também já quase todos nós tivemos alguém que nos desejou mal, mesmo que não tivesse razão para isso.

A falta de auto-estima e de respeito por si próprio faz com que as pessoas muitas vezes se concentrem mais no que os outros têm, invejando-os, do que em si mesmos, procurando a sua própria felicidade.

A melhor forma de nos protegermos do mal é termos pensamentos positivos. Para isso, devemos concentrarmo-nos no que temos, e assumirmos a responsabilidade pela nossa felicidade.

Para nos defendermos das energias negativas que as outras pessoas nos enviam é muito importante limparmos o nosso campo energético com regularidade.

inveja mau olhado.jpg

 A limpeza espiritual é uma terapia que nos ajuda a restabelecer o equilíbrio e a libertarmo-nos das energias negativas que nos são enviadas pelas pessoas que nos desejam mal. Lembre-se que não há nada que o Homem faça que Deus não desfaça!

Algumas formas práticas de se libertar da energia negativa provocada pelos maus pensamentos são:

- fazer um banho de limpeza espiritual, com um preparado de ervas;

- defumar a sua casa;

- benzer-se dizendo uma oração especial, pois a palavra dita em voz alta tem muita força, revertendo aquilo que nos é enviado.

- ter um amuleto que absorva as energias negativas, como a Rosa de Jericó.


Benzer-se para se defender do mal:

- Vai precisar de:

- 1 prato fundo

- 1 frasquinho com água especialmente tratada para benzer

- 1 punhado de sal grosso

- 1 pouco de azeite numa tacinha


Preparação:

- Deite a água no prato e deite o sal lá para dentro.

- Diga a seguinte oração em voz alta:

Deus te viu, Deus te criou

Deus te livre de quem para ti com mal olhou.

Em nome do pai, do Filho e do Espírito santo

Virgem do pranto, quebrai este quebranto.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Usar a Rosa de Jericó

- Em tempos, a Rosa de Jericó era considerada uma Flor Divina.

Como usar:

- Coloque a Rosa de Jericó num recipiente que nunca tenha sido usado.

- Cubra-a completamente de água.

- Durante 3 dias, não mude a água e deixe a Rosa abrir.

- Nos 7 dias seguintes mude a água todos os dias.

- Ao 8º dia, dizer a seguinte oração:

“Divina Rosa de Jericó,

pela bênção que recebeste,

pela virtude que encerras

e pelo poder que te é concedido

por amor a Jesus e pela sua misericórdia,

peço-te que protejas esta casa

e a família,

de qualquer mal e negatividade.”

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Um presente muito especial para si, da nossa querida taróloga da SIC, Maria Helena Martins para este Natal!

PASSATEMPO DE NATAL MARIA HELENA


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 OFERTA DE:

- O Anjo Celestial com castiçal para acender uma vela todos os dias e pedir a Deus que ilumine a sua vida;
- O Menino Jesus com almofada;
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Como defumar a casa

Muitas vezes sentimos algum peso e uma energia menos boa que ronda a nossa vida e a nossa casa. Nessas alturas queremos compreender o que se passa e não obtemos respostas. Experimente realizar alguns banhos de descarrego e defumações  que aqui lhe ensino, de forma a aliviar todo o ambiente que a rodeia.

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Como preparar uma defumação?

Vai precisar de:

*Carvão em brasa dentro de um incensório de metal

*Ervas secas, que deve colocar dentro do incensório

*Se a finalidade é fazer uma limpeza espiritual, deve defumar a casa de dentro da fora, mas se for para atrair bons fluídos e alguma estabilidade económica deve defumar de fora para dentro.

*As cinzas da defumação devem ser deitadas no lixo e logo de seguida deixadas bem longe da casa.

 

Oração poderosa para defumação

"Defumo esta casa, em louvor de Deus e dos bons espíritos.Que o santíssimo nome de Jesus esteja nela. Com incenso, benjoin e alfazema, eu defumo esta casa para livrá-la dos inimigos, da inveja e do mau-olhado. Assim como os Reis Magos defumaram o menino, eu defumo tudo aqui pela entrada e pela saída, pelos quatro cantos, pela porta da frente e pela porta detrás e todo o mal daqui sairá. Assim seja."

 

Principais defumações e finalidades

Acácia(Mercúrio) – Auxilia na saúde e atrai sucesso para os negócios.

Alecrim(Solar) – Tem como finalidade acalmar e estimular o espírito. É uma ótima erva para limpeza de ambientes.

Almiscar (Vênus) – Para quem deseja seduzir, e principalmente apaixonar-se

Bálsamo – Ajuda a equilibrar o ambiente e traz calma para a vida das pessoas.

Benjoin (Marte) – Esta erva é ideal para quem precisa de proteção espiritual e prosperidade.

Canela – Ajuda a estimular a sensualidade, o apetite sexual e também ajuda a estimular a prosperidade.

Chocolate – Ajuda a aumentar o ânimo e deixa o ambiente mais alegre.

Eucalipto – Purifica todo o ambiente e os pulmões.

Floral - Purifica o ambiente e atrai os anjos e os guias para a sua vida.

Jasmim – Ajuda à elevação espiritual e espalha pelo seu dia-a-dia muita ternura.

Lavanda – Harmoniza o ambiente familiar.

Lótus (Sol) – Ajuda à meditação e incentiva a oração.

Maçã-Verde – Protege a saúde.

Morango – Alivia o ambiente. Estimula a sexualidade.

Ópium – Atrai mais energia, equilíbrio e paixão para a sua vida.

Pêssego – Atrai novas amizades, sabedoria e simpatia.

Sândalo (Lunar) – Para proteção da soberba e da ganância.

Verbena – Ajuda a estimular a fertilidade.

Violeta (Júpiter) – Ajuda a transformar e a purificar o ambiente.

 

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Terço da Pureza

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Quando sente que a vida não lhe tem dado aquilo que merece ou de que precisa, não perca a esperança, tenha fé, porque é a fé que faz os milagres acontecerem.

 

O Terço da Pureza ajuda aqueles que o usam para rezar a encontrarem dentro de si a energia mais pura e mais verdadeira do seu ser, fazendo-os descobrirem a força imensa que possuem, e que os ajudará a superarem até mesmo os obstáculos que parecem impossíveis de transpor.

 

A prática religiosa de rezar o terço estabelece uma relação mais próxima com Nossa Senhora e desenvolve também a compreensão no nosso coração, ajudando-nos a ter maior serenidade perante as situações com que a vida nos confronta.

 

O terço começou a ser usado para facilitar a memorização das orações, de início rezavam-se 150 Pai-Nossos, que foram depois substituídos pelas Avé-Marias.

 

Ao rezar o terço, a repetição das orações aproxima-nos de Nossa Senhora e do seu filho Jesus, fazendo-nos sentir a força da sua presença.

Como lidar com uma má notícia

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A vida apresenta-nos muitas vezes desafios inesperados, confrontando-nos com acontecimentos menos agradáveis. Quando alguém nos dá uma má notícia, o nosso coração parece que para durante alguns instantes, sentimos um nó no estômago ou um aperto na garganta. O que fazer para lidar com uma má notícia?

Em primeiro lugar, aceitar. Aceite que Deus sabe, melhor do que qualquer um de nós, os caminhos que a nossa vida tem de percorrer. Acredite que Deus nunca a deixa sozinha, nem desamparada, e que mesmo que hoje lhe custe aceitar ou acreditar naquilo que acabou de saber, por alguma razão essa foi a vontade d'Ele.

Em segundo lugar, perdoe-se a si e perdoe as pessoas ou situações envolvidas. Aceite que fez o melhor que podia, e que os outros também o fizeram, e perdoe-se a si e aos outros se o resultado não foi o esperado.

Por fim, tenha fé. A fé é o melhor remédio para lidar com aquilo que nos magoa, pois quem tem fé nunca se sente sozinho nem perdido, e sabe que Deus há de trazer uma boa notícia.

Meu anjo, vou deixar-lhe um poema, que encerra uma mensagem importante e muito útil sobre como devemos lidar com uma má notícia, e sobre a qual todos nós devemos refletir.

 

'Pegadas na Areia', de Margaret Fishback Powers

Uma noite tive um sonho… Sonhei que estava na praia com Jesus,
e no céu via passar as cenas da minha vida.
Por cada cena que passava, vi que ficavam dois pares de pegadas na areia: um era o meu e o outro era do Senhor.
Quando a última cena da minha vida passou, olhei para trás,
e notei que muitas vezes havia apenas um par de pegadas na areia.
Notei que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiantes.
Disse então a Jesus:
"- Senhor, disseste que andarias sempre comigo. Contudo, notei que durante as maiores provas da minha vida havia apenas um par de pegadas na areia.
Não compreendo por que é que nas horas em que eu mais necessitava de ti, tu me deixaste sozinho."
O Senhor respondeu:
"- Meu querido filho, jamais te deixaria nas horas de prova e sofrimento. Quando viste, na areia, apenas um par de pegadas, eram as minhas. Foi exactamente aí que peguei em ti ao colo."

Dia do Pai - dia de São José

Hoje é dia do Pai e também se comemora o dia de São José - pai de Jesus -

 

Segundo a Bíblia, José era um carpinteiro de Nazaré, esposo de Maria, que aceitou Jesus como seu filho.

 

- Dê um beijinho especial ao seu pai e reze esta oração a São José para que ele proteja o seu pai, quer ele esteja na Terra ou no Céu.



Oração a São José

 

Glorioso São José, esposo de Maria,

Concedei-nos a vossa proteção paterna,

Nós vos suplicamos

Pelo Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Vós, cujo poder se estende a todas as necessidades,

Sabendo tornar possíveis as coisas impossíveis,

Volvei Vossos olhos de pai

Sobre os interesses dos vossos filhos.

Fazei com que o seu êxito sirva

Para a glória de Deus

E Bem dos seus

Tão dedicados servos.

Ámen.

 

A acusação: Blasfêmia

A Galiléia da época de Jesus vivia um período de

extrema pobreza.

“A região, ao norte da Judéia, sempre havia sido pobre.

Mas não miserável, como durante a dominação romana”,

escreveu John Dominic Crossan, professor da DePaul University,

de Chicago, Estados Unidos e autor de O Jesus Histórico, a Vida

de um Camponês no Mediterrâneo. Segundo ele, os camponeses

tinham de pagar impostos ao Império Romano, que havia tomado

Jerusalém em 63 a.C., aos sacerdotes do Templo em Jerusalém,

e ao rei Herodes Antipas. Isso deveria consumir pelo menos dois

terços de toda a produção, segundo os cálculos de Crossan.

Como resultado de tripla tributação, a população empobrecia e

perdia a esperança em tempos melhores.

 

Também havia uma crescente desconfiança em relação aos

sacerdotes do templo. “Em várias passagens dos evangelhos,

Jesus critica duramente os sacerdotes por desprezarem os pobres

e darem importância excessiva ao ouro”, diz o teólogo Fernando

Altemeyer, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Esse descontentamento geral explodiria na guerra dos judeus

contra Roma, que durou do ano 66 ao 70. Uma das primeiras

ações dos rebeldes foi invadir o templo e rasgar todas as listas

de devedores, os maus pagadores de impostos, que ficavam

guardadas no local. Roma acabaria vencendo, e o templo foi

destruído. “Mas o fato mostra que a revolta contra a cobrança

de impostos e a política da elite sacerdotal era imensa”,

diz André Chevitarese.

Era o cenário propício para que líderes como Jesus fossem ouvidos.

A visão mais aceita hoje em dia é que Jesus, que vinha da parte

mais afastada do Império Romano, era mais um entre tantos

pregadores. Essa interpretação é sustentada por estudiosos

como o padre católico John P. Meier, autor de Um Judeu Marginal,

Repensando o Jesus Histórico, e professor da Universidade

Católica da América, em Washington, Estados Unidos.

“É um fato que na época de Jesus devia haver pelo menos outras

cinco ou seis pessoas que se diziam o Messias”, afirma Antônio

Manzatto.

O poder local, formado por uma aliança entre a elite judaica e

os romanos, via esse movimento de líderes messiânicos com

desconfiança. “O discurso era revolucionário, o que poderia

abalar as estruturas do poder”, diz André. O de Jesus era

seguramente bombástico. Ele pregava a igualdade, o respeito

aos pobres, o amor.

Mas se Jesus era apenas um dentre tantos pregadores

messiânicos, tudo mudou quando ele chegou a Jerusalém,

pouco antes da Páscoa judaica, por volta do ano 30. Naquela

época, Jerusalém triplicava de tamanho. Apesar de não ser a

capital romana do território ocupado (os romanos preferiam

governar de Haifa, de frente para o mar Mediterrãneo), lá ficava

o Sinédrio, instituição judaica que funcionava como tribunal e

poder legislativo, além do palácio de Pôncio Pilatos, a casa de

Herodes Antipas, o rei e, é claro, o Templo Sagrado.

 

Segundo os evangelhos, Jesus já era conhecido na Galiléia por

suas pregações, seus milagres e pela cura de enfermos quando

chegou a Jerusalém. De acordo com as leis e tradições judaicas,

isso bastava para ser considerado um blasfemo. A cura, na época,

era um monopólio divino. No entanto, sua chegada a Jerusalém foi

ainda mais recheada de provocações à ordem. Ao entrar na cidade

a uma semana da Páscoa, sentado em um jumento, ele comparou-se

ao Messias, invocando deliberadamente a profecia do livro de

Zacarias sobre a sua chegada (“Aí vem o teu rei, justo e salvador,

montado num burrinho”). A ofensa final, no entanto, foi invadir o

templo e expulsar fariseus e saduceus. Se isso tiver ocorrido como

dizem os evangelhos, ele acabava de comprar uma briga e tanto.

 

.

O Julgamento de Cristo

As 12 horas que separam a prisão

da morte de Jesus guardam uma

série de mistérios.

Por que ele foi detido?

Do que foi acusado?

Como o condenaram?

Quem o matou?

 

O prisioneiro caminha lentamente para a execução.

Seu sangue escorre pelas feridas em carne viva.

O fim está próximo. Em poucas horas o homem que

irá mudar a história da humanidade morrerá pendurado

em uma cruz. Está para começar uma das maiores

polêmicas de todos os tempos.

Quase 2 mil anos após a morte de Jesus de Nazaré,

os detalhes sobre o julgamento que o levou à

crucificação ainda são capazes de provocar debates

explosivos.

Primeiro, porque os únicos relatos daqueles momentos

são os textos religiosos contidos na Bíblia.

“Não bastasse isso, os quatro evangelhos (os livros que

contam a vida de Jesus atribuídos a Mateus, Marcos,

Lucas e João) divergem entre si em diversos pontos da

narrativa.

Não se conhece a seqüência dos fatos e de como ocorreram,

o que contribui para que sejam suscitadas tantas polêmicas”,

diz o historiador André Chevitarese, professor de história

antiga da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

 

Segundo, porque os evangelhos impingem grande parte

da responsabilidade pela prisão e condenação de Jesus

aos sacerdotes judeus que o julgaram em primeira instância,

livrando o romano Pôncio Pilatos, a autoridade máxima na

Palestina na época, de qualquer vestígio de culpa.

O cristianismo moderno rebate essa versão e nega que os

judeus da época de Jesus tenham sido os únicos culpados.

Já os historiadores discutem se os fatos narrados na Bíblia

têm base nas leis judaicas e romanas antigas, à procura

de esclarecer a verdade. “Mas os cristãos fundamentalistas

ainda interpretam os evangelhos de forma anti-semita”,

diz o padre e teólogo Antônio Manzatto, da Faculdade de

Teologia Nossa Senhora da Assunção, em São Paulo.

 

“É o que fez Mel Gibson em seu filme A Paixão de Cristo.”

As polêmicas provocadas pelo filme, que bateu recordes

de bilheteria nos Estados Unidos e estreou no Brasil sob

ameaças de proibição, teve o mérito de levar ao público

questões normalmente restritas aos meios acadêmicos.

Afinal, quem matou Jesus? Como se deu o processo que

levou à sua condenação? Qual foi a responsabilidade do

povo judeu, das pessoas comuns? Para responder a essas

perguntas, primeiro é preciso entender o contexto histórico

em que esses fatos extraordinários teriam ocorrido.

 

Não Perca Amanhã:

 

O réu: Jesus de Nazaré...

O réu: Jesus de Nazaré

Actualmente, estuda-se cada vez mais sobre Jesus.

Contudo o que a história sabe sobre ele não avançou

muito nos últimos 2 mil anos.

Além da Bíblia, são raríssimas as referências a Jesus.

Há os chamados Evangelhos de Nag Hammadi, encontrados

no Egito em 1945. São mais de 60 textos escritos em copta

(idioma falado no Egipto bizantino) e que faziam parte de

uma coleção de textos cristãos do século 4. Esses livros

revelam um Jesus místico, milagreiro, mas muito pouco

somaram ao personagem histórico.

 

Já os chamados Manuscritos do Mar Morto, escritos em

aramaico (a língua falada na Palestina na época de Jesus),

entre 152 a.C. e 68, pelos essênios (uma seita judaica

contemporânea de Jesus), tinham um ótimo potencial para

renovar o conhecimento histórico sobre Jesus. Encontrados

em 1947, em Qumram, Israel, só foram completamente

decifrados em 2002 e não citam Jesus nenhuma vez.

A historiografia grega e judaica tão pródiga em personagens

da Antiguidade também ignora Jesus. Restam-nos os textos

romanos, escritos todos depois da morte de Jesus.

 

Entre eles,os de Flávio Josefo, autor de Antiguidades Judaicas.

Porém uma dúvida paira sobre o trecho em que cita Jesus.

Josefo afirma que Jesus “fazia milagres e que “apareceu três

dias depois da sua morte, de novo vivo”.

Para Ângelo Chaniotis, do Centro de Estudos de Documentos

Antigos da Universidade de Oxford, é discutível que esse trecho

seja realmente de Josefo. “Um judeu que se tornou cidadão

romano não acreditaria que Jesus era o Messias.”

Para ele, o trecho deve ter sido adicionado pelos monges

cristãos que tiveram acesso ao texto a fim de copiá-lo,

entre os séculos 6 e 11.

Se são raras as vozes da história sobre a vida de Jesus,

o silêncio é ainda maior quando se procuram vestígios

arqueológicos. Em 2002, anunciou-se o que seria a redenção

dos que acreditam nos evangelhos: uma urna funerária com

o nome de Jesus escrito. Meses depois provou-se que era uma

falsificação. Até hoje não se descobriu nenhum traço arqueológico

directamente associado a Jesus.

No entanto, a arqueologia tem tido sucesso em fornecer subsídios

para reconstruirmos o momento histórico no qual teria vivido Jesus.

Um exemplo é o trabalho nas imediações de Nazaré.

Escavações encontraram grande número de construções romanas

do século 1. O fato jogou nova luz sobre a profissão Jesus.

A palavra usada na Bíblia para designar o que Jesus fazia é tekton,

que tanto pode significar carpinteiro como biscateiro.

 

“As novas descobertas mostram que a Galileia, e em particular a

região de Nazaré, era um verdadeiro canteiro de obras na época

de Jesus. Praticamente todos os homens adultos estavam envolvidos

com alguma actividade ligada à construção civil”, diz Gabriel Cornelli,

professor de teologia e filosofia da Universidade Metodista de São

Paulo.

Mas como esse camponês que ajudava a erguer paredes para os

romanos acabou condenado e morto alguns anos depois?

O Julgamento de Cristo

As 12 horas que separam a prisão da

morte de Jesus guardam uma

série de mistérios.

Por que ele foi detido?

Do que foi acusado?

Como o condenaram?

Quem o matou?

O prisioneiro caminha lentamente para a execução.

Seu sangue escorre pelas feridas em carne viva.

O fim está próximo. Em poucas horas o homem que irá

mudar a história da humanidade morrerá pendurado

em uma cruz.

Está para começar uma das maiores polêmicas de todos

os tempos.

Quase 2 mil anos após a morte de Jesus de Nazaré,

os detalhes sobre o julgamento que o levou à crucificação

ainda são capazes de provocar debates explosivos.

 

 

Primeiro, porque os únicos relatos daqueles momentos são

os textos religiosos contidos na Bíblia.

“Não bastasse isso, os quatro evangelhos (os livros que

contam a vida de Jesus atribuídos a Mateus, Marcos, Lucas

e João) divergem entre si em diversos pontos da narrativa.

Não se conhece a seqüência dos fatos e de como ocorreram,

o que contribui para que sejam suscitadas tantas polêmicas”,

diz o historiador André Chevitarese, professor de história

antiga da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Segundo, porque os evangelhos impingem grande parte

da responsabilidade pela prisão e condenação de Jesus aos

sacerdotes judeus que o julgaram em primeira instância,

ivrando o romano Pôncio Pilatos, a autoridade máxima na

Palestina na época, de qualquer vestígio de culpa.

 

 

O cristianismo moderno rebate essa versão e nega que os

judeus da época de Jesus tenham sido os únicos culpados.

Já os historiadores discutem se os fatos narrados na Bíblia

têm base nas leis judaicas e romanas antigas, à procura de

esclarecer a verdade. “Mas os cristãos fundamentalistas

ainda interpretam os evangelhos de forma anti-semita”,

diz o padre e teólogo Antônio Manzatto, da Faculdade de

Teologia Nossa Senhora da Assunção, em São Paulo.

“É o que fez Mel Gibson em seu filme A Paixão de Cristo.”

As polêmicas provocadas pelo filme, que bateu recordes de

bilheteria nos Estados Unidos e estreou no Brasil sob

ameaças de proibição, teve o mérito de levar ao público

questões normalmente restritas aos meios acadêmicos.

Afinal, quem matou Jesus? Como se deu o processo que

levou à sua condenação? Qual foi a responsabilidade do

povo judeu, das pessoas comuns?

Para responder a essas perguntas, primeiro é preciso

entender o contexto histórico em que esses fatos

extraordinários teriam ocorrido.


Não peca Amanhã:

 

O réu: Jesus de Nazaré