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Consultório de Astrologia

“É uma pulseira muito versátil”

Acabada de chegar da Tribo Nakulamené, Mafalda Teixeira viveu algo que lhe marcou a vida. A actriz, conta-nos um pouco sobre esta maravilhosa aventura.

 

Tem algum ritual para lhe dar sorte ou usa algum amuleto para este efeito?

Tenho um ritual de concentração e de respiração antes de entrar em cena, por exemplo, mas é uma coisa mais introspectiva. Tenho, porém, algo que trago sempre comigo, que é pulseira da irmandade. Tenho eu, a minha mãe e a minha irmã. Tem um trevo da sorte em prata. As três usamos para nos sentirmos mais unidas, porque, por exemplo, a minha irmã mora no Brasil. Quando ela foi trabalhar para esse país distante, resolvi oferecer a nós as três um amuleto, esta pulseira da irmandade.

 

Acha então que o trevo também dá sorte?

Sim, sem dúvida. E é também para nos sentirmos mais perto umas das outras.

 

Acha que tudo aquilo de bom que lhe aconteceu na vida foi pura sorte?

A sorte está sempre um pouco ao nosso lado, e se a tivermos ajuda em tudo. Se alguém me perguntasse o que escolheria para ter na vida, acho que responderia a sorte, porque a partir do momento em que a tenho, tenho sorte em tudo, no amor, na carreira a nível de dinheiro. Corre bem tudo! Espero que a sorte me continue a acompanhar para o resto da minha vida. O trabalho é também muito importante. Não podemos pensar que as coisas nos caem no colo sem fazermos nada. Temos que lutar, empenharmo-nos e sermos 100% profissionais e deixarmos o nosso cunho pessoal, em tudo aquilo que fazemos. Isso é muito importante e fundamental para todo o tipo de profissões. A partir do momento que gostamos daquilo que fazemos, devemos sempre tentar ser os melhores.

 

O lado místico de Mafalda!

 

 

 

Costuma ler o horóscopo?

Não tenho o hábito diário de ler, mas faço-o por curiosidade. No entanto, penso que isso não influencia o meu dia. Leio sempre o meu e o das pessoas mais próximas de mim.

 

Como se descreve enquanto nativa do signo Carneiro?

Vejo-me como uma pessoa determinada lutadora e que, acima de tudo, a partir de momento em que acredita numa coisa vai até ao fim para consegui-la. Sou muito destemida. Em termos de teimosia, penso que só sou nesta vertente da determinação. De uma forma geral,  sou muito flexível, adapto-me muito bem a todo o tipo de circunstâncias e pessoas. São raras as pessoas com quem eu não simpatizo. Tenho uma personalidade forte,
gosto de impor a minha opinião, mas também respeito a opinião dos outros. Não sou uma pessoa nada fria, sou muito emocional, muito calorosa e não tenho muita tendência para ser ríspida ou arrogante. Sou muito transparente também.

 

É sensível ao ponto de perceber de imediato as más energias de alguém à sua volta?

Não tenho muita sensibilidade para tirar elações sobre uma pessoa logo que a conheço. Tenho que tentar percebê-la um bocadinho melhor e depois chegar a alguma conclusão. Sou muito impulsiva, muito espontânea, mas não relativamente às outras pessoas.

 

Acredita num ente superior a quem pede ajuda para alcançar algo que deseja?

Quando estou em alturas complicadas da minha vida, ou quando me acontece algo de bom, seja por sorte ou trabalho, tenho a necessidade de agradecer ou de pedir auxílio a alguém. Não sei que Ser é esse. Eu acredito num ser superior. Em jeito de confissão, posso dizer que infelizmente não conheci o meu avô materno. Mas toda a gente diz que ele era uma pessoa excepcional, um ser humano único, que não tinha defeitos. Eu convivi sempre com essa imagem. Não o conheci, mas parece que ele está presente de alguma forma. Se eu tenho que pedir refúgio a alguém, talvez seja a ele. É para mim, uma entidade superior.  

 


Mafalda & o amor…

 

Acredita que existe uma alma gémea para todos nós?

Acredito que cada pessoa encontra alguém em que tudo bata certo, em que tudo pode resultar em todos os sentidos. Acredito que haja para todos, aquela pessoa que  consideramos The One, em que tudo é muito bom, a cumplicidade, a convivência, etc. É claro que não existem relações perfeitas, mas acredito que existam almas gémeas, que se consigam encontrar e que se completem uma à outra. Como se de alguma forma, se tornem um só ser.

 

Acredita então no amor eterno?

Acredito num sentimento que passa por várias etapas, que inicialmente poderá ser mais uma atracção, uma paixão, uma coisa muito carnal, mas que depois, com o passar dos anos, isso vá tomando outros contornos e vá crescendo para um sentimento diferente. Atinge-se um patamar mais elevado, que acredito que possa ser o amor. Algo mais sólido, em que tem que haver muita confiança, muita intimidade, em que tem que haver uma entrega total de um para o outro. Quanto ao amor eterno, é preciso ter cuidado. Nunca devemos dizer nunca, nada é para sempre. Enquanto dura deve ser aproveitado ao máximo, enquanto uma relação for positiva e saudável devemos mantê-la. Quando nos começa a destruir de alguma forma, acho
que nos devemos afastar. A vida é muito boa para se estar a sofrer e para desperdiçar tempo.

 

Mafalda & a carreira…

Que personagem adoraria interpretar?

Todos os papéis são muito importantes e a todos eles damos uma certa característica nossa. Todos nos marcam a vida. Gostava, porém, de fazer alguma personagem com alguma patologia. Tenho um projecto para cinema, em que a personagem tem uma patologia, ou melhor, incorpora uma entidade.

 

Isso quer dizer que será, em breve, uma espécie de médium? Acredita que existam pessoas que tenham essas capacidades paranormais?

Acredito que existem pessoas que têm a capacidade de sentir outras coisas. Eu, pessoalmente, nunca vi nada, mas tenho pessoas amigas que contam que já sentiram algo diferente. Acredito que também existem crianças que tem um dom qualquer. Acredito mais nestas coisas de uma forma positiva, talvez quem já não esteja nesta dimensão necessite realmente de alguma ajuda.

 

Acredita na reencarnação?

Sou muito Terra, tal como o meu signo. Tudo aquilo que seja muito espiritual não sou assim tão crente. Mas não descredibilizo isso, fico a pensar e, como não conheço, coloco em dúvida. Gosto muito de ter provas, não tem que ser palpável, mas algo que me prove que existe mais alguma coisa para além daquilo que vivemos aqui.

 

 
Experiência na Tribo…

 

Como surgiu esta sua participação no programa Perdidos na Tribo?

Este convite foi feito pela TVI, a minha casa mãe, onde comecei a fazer Morangos com Açúcar. Ponderei um pouco antes de aceitar, porque foi uma experiência completamente diferente. Aceitei essencialmente pela aventura.  

 

O que reteve desta aventura?

Todos nós voltámos pessoas diferentes, passámos a valorizar outras coisas na nossa civilização. Foi muito interessante conhecer os hábitos, outras culturas. É muito bom abrirmos os nossos horizontes e passarmos por outras experiências. Foi a aventura da minha vida, isso fez-me crescer, amadurecer e enriquecer também a  minha carreira como actriz. Os actores têm que ser camaleónicos e interpretar todo o tipo de personagens. Quem
sabe não possa vir a fazer uma personagem deste conceito? Agora já tenho mais bagagem para fazê-lo.

 

Quando se participa num reality show fica-se mais exposto ao escrutínio da comunicação social. Não está com receio?

Acho que temos que saber lidar mais com o mediatismo. Trabalhar em televisão traz automaticamente essa exposição, mas a partir do momento em que tenho um bom apoio familiar e amizades sólidas, nada me assusta. A fama faz parte de tudo isto, nós trabalhamos para o público, e é natural que eles tenham curiosidade de saber coisas nós. Mas cabe a cada um saber-se defender da melhor forma possível.

 

Do que sentiu mais saudades?

Senti muita diferença na comida e no facto de não ter água engarrafada. Também senti saudades de não conseguir fazer a minha higiene pessoal como estava acostumada.