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Consultório de Astrologia

Os Santos Paranormais

Muitos foram já os Homens que pelas suas boas ações em vida foram considerados santos e beatificados pelas maiores instâncias da Igreja Católica. Portugal é um país religioso e muitas pessoas acreditam que aqueles que se tornaram santos lhes salvaram a vida e realizaram verdadeiros milagres. Conheça os santos paranormais mais famosos da história do nosso país. Verdadeiros fenómenos de fé!

 

Dr. Sousa Martins

Este foi um homem marcante no século XIX e que era visto como um verdadeiro defensor dos fracos e oprimidos. Dr. Sousa Martins é ainda hoje

 

venerado por milhares de fiéis, que acreditam que ele lhes mudou a vida. José Tomás de Sousa Martins nasceu em Alhandra no seio de uma família modesta, mas empregou-se em Lisboa na Farmácia Ultramarina, propriedade do seu tio, e foi aí que desenvolveu a sua capacidade como manipulador de produtos naturais. Tirou o curso de farmácia e depois o de medicina, tendo sido nesta área que mais se destacou. Foi um exímio lutador contra a tuberculose, tendo também sido o impulsionador da construção do Sanatório da Serra da Estrela, onde dizia que os doentes desta enfermidade teriam uma boa recuperação devido ao clima favorável da zona. Este homem deu origem a um enorme culto em Portugal pela sua dedicação aos mais pobres e pela sua devoção aos seus doentes.

 

Também Dr. Sousa Martins foi assolado pela tuberculose, muitos dizem devido ao contacto próximo com aqueles que sofriam do mesmo problema. Quem o conheceu refere-se a ele como alguém extremamente humano e que nunca negava o seu ombro a ninguém. Depois de morrer, em 1897, o Rei D. Carlos revelou publicamente a enorme perda para o país de um homem que se tinha dedicado tão ferozmente a uma missão tão única na terra.

Em Lisboa ou na Guarda, as suas estátuas são visitadas diariamente por devotos que ali depositam flores, objetos em cera e velas. A ele são pedidas graças, a ele são pedidas inúmeras  intervenções divinas. No Dr. Sousa Martins são depositadas as esperanças dos que sofrem.

 

 

Um verdadeiro milagre

Uma devota do Dr. Sousa Martins, Maria Odete Sanches, acredita que foi ele quem ajudou a sua filha, considerada infértil pelos médicos, a dar à luz uma menina. Esta mulher todos os anos vem de Coimbra até Alhandra participar na romaria do santo, e faz o percurso até ao cemitério, sempre de joelhos. Esta mulher diz que fará este sacrifício até ter forças, pois a sua neta vale isso e muito mais e foi o Dr. Sousa Martins quem tornou este milagre possível.

 

Rainha Santa Isabel

 

 

D. Isabel foi uma das rainhas mais conhecidas da dinastia portuguesa, de ascendência espanhola, era filha do rei D. Pedro III de Aragão e de D. Constança de Navarra. O seu nascimento ocorreu em Saragoça ou Barcelona entre o ano 1269 e 1270.

No dia 24 de abril de 1281, foram assinadas as bases do seu contrato de casamento com o rei D. Dinis. Durante os primeiros anos de casamento a rainha D. Isabel revelou a sua faceta de perfeita esposa de monarca, acompanhando o rei nas suas viagens pelo País. De personalidade reservada, D. Isabel desde cedo mostrou a sua modéstia e bondade, conquistando assim a simpatia do povo.

Sempre muito preocupada com a vida difícil da época, em que a fome e a miséria eram uma constante nas classes baixas, D. Isabel com a sua caridade e piedade fez a diferença na vida dos mais pobres, dando apoio material e moral, tornando as suas vidas menos miseráveis.

Além de um profundo sentido de justiça e generosidade, D. Isabel mostrou também o seu sentido de estado, possuidora de um excelente domínio de estratégia política, revelou ser uma notável negociadora e mediadora entre fações opostas. No conflito que se gerou entre o Rei e o príncipe herdeiro D. Afonso e que degenerou em guerra civil, D. Isabel mais uma vez usou dos seus conhecimentos de política nacional para solucionar e pôr termo ao conflito que opunha pai e filho. Por sua intervenção, a paz foi assinada em 1322. Um ano mais tarde, foi ela novamente que evitou a luta entre ambos, quando as tropas estavam já prestes a entrar em combate. Contudo, seu marido o rei D. Dinis não compreendeu a atitude de D. Isabel, acusou-a de favorecer o filho e acabou por enviá-la sob vigilância para Alenquer.

Depois da morte do rei D. Dinis em 1325, D. Isabel foi em peregrinação a Santiago de Compostela, na Galiza. Sendo uma devota de Cristo, Isabel abdicou do conforto que poderia ter para se deslocar a este local de devoção e terá feito a viagem montada num burro; a última etapa fê-lo a pé. Pelos locais por onde passou, ofereceu a maioria dos seus bens pessoais para amenizar um pouco o sofrimento dos mais desfavorecidos.

Após a peregrinação, D. Isabel fixou residência em Coimbra junto do Convento de Santa Clara e entrou para a Ordem das Clarissas. Decidiu não fazer qualquer voto para poder usar a fortuna que possuía para fazer caridade. D. Isabel mandou construir vários hospitais, nomeadamente o Hospital de Coimbra, o de Santarém e o de Leiria. Ainda nesta cidade fundou, também, um convento para mulheres e ainda uma albergaria em Odivelas.

D. Isabel morreu vítima de peste em Estremoz no dia 4 de julho do ano de 1336. Foi sepultada, por sua vontade, no Convento de Santa Clara, contudo, mais tarde o seu corpo foi transladado para o novo Convento e depositado num cofre de prata e cristal. O povo criou à sua volta uma imagem de santidade e foram-lhe atribuídos alguns milagres, entre os quais, o milagre das rosas. Em 1625 foi canonizada pelo Papa Urbano VIII.

 

Milagre verdadeiro?

Segundo a lenda, numa fria manhã de inverno, a rainha saiu do Castelo de Sabugal, como fazia muitas vezes, para ir distribuir pães pelos mais desfavorecidos. Corria já entre os apoiantes do rei que D. Isabel gastava demasiado nas obras das igrejas, que as suas doações a conventos bem como as esmolas dadas aos pobres eram de valor exagerado. Um dia um dos nobres que não via com bons olhos a generosidade da rainha, resolveu procurar o rei e usou de todos os argumentos para o convencer a pôr fim aos gastos de D. Isabel.

O Rei deixou-se convencer pelo nobre e decidiu surpreender a Rainha quando esta, acompanhada pela sua comitiva, se preparava para fazer uma doação ao convento de Santa Clara. O Rei deteve-a mesmo à entrada do convento e reparou que D. Isabel procurava a todo o custo disfarçar o que levava no regaço.  Olhou-a nos olhos e perguntou-lhe: - Que levais no regaço, minha mui nobre esposa?

A Rainha respondeu: - Real senhor, apenas me desloca aqui para ornar os altares do mosteiro.

Não se deixando convencer, o Rei insistiu: - Fui informado que minha esposa desobedece às minhas ordens. O que levais no regaço é dinheiro para os pobres!

De repente, sentindo-se mais confiante, Dona Isabel respondeu: - Enganais-vos, Real Senhor. O que levo no meu regaço são rosas...

O rei ficou irritado e acusou a rainha de estar a mentir: - Podeis mostrar-me essas rosas de janeiro?

Após proferir estas palavras o rei ordenou-lhe que mostrasse o conteúdo do regaço. A Rainha D. Isabel mostrou perante os olhos espantados de todos o belíssimo ramo de rosas que guardava debaixo do manto. Ao ver as rosas o rei ficou espantado e convenceu-se que estava perante um fenómeno sobrenatural. Ali mesmo naquele lugar, pediu perdão à Rainha que persistiu na sua intenção de ir levar as esmolas.

A notícia do milagre correu a cidade de Coimbra e espalhou-se ao resto do país. O povo proclamou Santa, a Rainha Isabel de Portugal.

 

Mulheres Frágeis, mas heroínas

Santa Beatriz da Silva

Nascida em Ceuta no ano de 1424, Beatriz da Siva era uma nobre portuguesa que segunda conta a história chegou a ser ama da infanta D. Isabel, rainha de Castela e Leão, por quem foi muito invejada devido à sua beleza. Dizem que a monarca a fechou dentro de baú, onde esperava que a falta de oxigénio lhe ceifasse a vida. Mas Beatriz da Silva sobreviveu e acabou por perdoar à rainha e depois disso com o apoio de D. Isabel conseguiu fundar a Ordem da Imaculada Conceição.

Santa D. Joana de Portugal

Irmã do Rei D. João II, Joana de Portugal destacou-se por ter dedicado toda a sua vida às causas humanitárias. Recusou várias propostas de casamento e chegou a ser jurada Princesa Herdeira da Coroa Portuguesa, antes do nascimento do seu irmão. Só não chegou a professar votos de freira dominicana por ser uma princesa real.