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Consultório de Astrologia

A história do dia de São Valentim, o dia dos namorados

 

O dia 14 de Fevereiro é consagrado a São Valentim, protetor dos casais de namorados, e por esse motivo esta data passou a ser festejada como o Dia dos Namorados, que celebra o amor dos casais. Saiba de onde vem esta celebração, que na verdade começou ainda antes de São Valentim.

O dia de São Valentim... antes de São Valentim!

Quando cristianizou os povos, a Igreja Católica procurou substituir as celebrações pagãs, fazendo coincidir as datas mais importantes com festividades católicas para que as pessoas as aceitassem melhor. Assim, é possível que a escolha da data 14 de Fevereiro para celebração do dia de São Valentim não tenha acontecido por acaso.

É que na Roma Antiga o dia 15 de Fevereiro era consagrado a uma festa importante chamada Lupercália. Esta festa já era festejada ainda antes dos Romanos. Celebrava o fim do ano, porque para os pagãos o ano começava a 21 de Março, com a chegada da Primavera, e era dedicada ao Fauno Luperco, o nome romano atribuído a Pã, o fauno da mitologia grega. Conta a lenda que Pã, o fauno, se havia transformado em loba para amamentar os gémeos Rómulo e Remo (Rómulo viria a ser o fundador de Roma). Esta festa (Lupercália deriva de lupus, que significa "lobo") era inicialmente realizada na gruta de Lupercal, no monte Palatino, porque teria sido aí que Pã se havia transformado em loba.

Esta era uma festa de purificação, na qual eram feitos sacrifícios para oferecer aos deuses. Escolhiam-se sacerdotes, que se reuniam na gruta de Lupercal para sacrificar dois bodes e um cão, usando o sangue dos animais para se ungirem na testa. A lámina era limpa depois com lã embebida em leite. Os sacerdotes vestiam pele dos animais, da qual arrancavam tiras com que chicoteavam as pessoas que se encontravam a assistir à cerimónia, especialmente as mulheres esteréis, para que se tornassem fertéis. Este ritual estava profundamente ligado ao culto do deus Pã, o deus dos bosques, dos campos, dos rebanhos e dos pastores. Pã tinha chifres, orelhas e pernas de bode, porque era filho de Zeus com a sua ama de leite, a cabra Alteia. 

Toda esta celebração visava a purificação da cidade de Roma, afastando os maus espíritos, as doenças e a esterilidade. Era um importante rito de passagem, que celebrava a vida, representando a morte e a ressurreição. Esta festa era muito importante para os Romanos, tendo sido depois proibida pelo Papa Gelásio I. Para que os povos não se revoltassem por perderem esta importante celebração, a Igreja Católica atribuíu o dia 14 de Fevereiro à celebração do Dia de São Valentim, protetor dos apaixonados. Esta festa que antes foi consagrada à celebração da fertilidade e da vida, passou a ser o dia dedicado aos casais que se amam.

 

Porque se escolheu São Valentim como padroeiro dos apaixonados?

Valentim era um bispo romano que, desobedecendo às ordens do imperador Cláudio II, continuava a celebrar casamentos em segredo. Os casamentos haviam sido proibidos para que os homens solteiros se dedicassem por inteiro às guerras que então o império travava. O imperador acabou por descobrir a desobediência de Valentim, que foi por esse motivo preso e condenado à morte. Conta-se que, enquanto esteve na prisão à espera da sua sentença, Valentim recebia bilhetes e flores de jovens que lhe diziam que continuavam a acreditar no amor. Conta-se, também, que Valentim se terá apaixonado pela filha de um carcereiro, e que ela era cega, tendo por milagre recuperado a visão. Valentim escreveu-lhe uma nota de despedida antes de ser executado, tendo assinado como "O teu namorado" ou "O teu Valentim". Foi executado no dia 14 de Fevereiro de 270. E desde então passou a ser tradição, nesta data, que os casais apaixonados trocassem bilhetes apaixonados e presentes simbólicos como flores e bonbons para celebrar o amor que os une.  

 

Curiosidades:

Há várias versões para a origem desta data. Uma delas relata que na Idade Média o dia 14 de Fevereiro era considerado como o primeiro dia de acasalamento dos pássaros, sendo um costume medieval os namorados deixarem mensagens de amor na soleira da porta do seu amado ou amada.

Conta-se, ainda, que em 1840 uma americana chamada Esther Howland vendeu 5000 dolares em cartões no Dia dos Namorados, uma soma muito avultada, especialmente para a época, o que incrementou ainda mais o comércio associado a esta data. Até ao século XX esta data era festejada sobretudo nos países anglo-saxónicos, mas desde então foi-se propagando a vários países espalhados pelo Mundo.