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Consultório de Astrologia

Conheça a lenda do signo Touro

Cada signo do Zodíaco está associado a uma (ou mais) lenda(s) relacionada(s), quase sempre, com a Mitologia Clássica, visto que foram os Gregos que atribuíram aos signos do Zodíaco os nomes que hoje conhecemos e que definiram as suas principais caraterísticas, ao estudarem a relação entre as constelações e as pessoas nascidas em cada altura do ano. Conhecer a lenda de cada signo ajuda a compreender melhor a natureza dos nativos que nascem sob a sua influência.

A lenda do signo Touro está ligada ao animal que dá nome ao signo e, também, à paixão, ao sentimento de posse, à ambição e à tenacidade que caraterizam os nativos deste signo.

Esta lenda é composta por várias partes (sendo uma delas - a que diz respeito ao Minotauro - aquela que é mais conhecida), que estão encadeadas entre si, ajudando a compreender alguns dos principais valores que regem a conduta das pessoas de signo Touro.

Começa a lenda por contar que Zeus, o deus supremo dos deuses, rei do Olimpo, se perdeu de amores por uma mulher chamada Europa. Europa era filha do rei da Fenícia, de seu nome Agenor, e era mortal. Zeus era casado com Hera, outra deusa.

Como Zeus descobriu que a sua amada tinha uma predileção por animais de grande porte, e também para que a sua esposa não descobrisse, transformou-se no mais belo touro branco num dia em que Europa se passeava pela praia com as suas amigas e pavoneou-se à sua frente, seduzindo-a. Europa ficou deslumbrada com o belo touro, aproximou-se dele e subiu para cima do seu dorso.

Mal o fez, o touro partiu a galope sobre a superfície do mar. Só parou quando chegou a Creta, onde Zeus retomou à sua forma e declarou o seu amor pela jovem.

Nesta parte da lenda encontramos a sensualidade caraterística dos nativos de Touro, que são profundamente sensoriais e que apreciam os prazeres da vida, assim como a sua ponderação e paciência. Touro cativou Europa sem pressas, atraindo-a ao usar a sua beleza como chamariz.

Europa aceitou ficar com Zeus e da sua união nasceram três filhos. Quando Minos, que era o mais velho, cresceu, Zeus ofereceu-lhe a ilha de Creta, da qual Minos se tornou rei.

Minos era muito ambicioso e zeloso de tudo aquilo que possuía. Tinha uma manada invejável de touros e prometeu a Poseídon, o deus supremo dos mares, que lhe ofereceria o seu melhor touro se ele lhe garantisse, em troca, que a ilha de Creta seria sempre próspera e, sobretudo, que os seus dois irmãos se manteriam longe do seu reinado.

Poseídon concordou, mas Minos quis enganá-lo, porque era bastante ganancioso, e deu-lhe um touro banal. (Outra versão da lenda conta que Minos prometeu sacrificar o mais belo touro branco, entregando-o a Poseídon, mas que ele falhou à sua promessa e não o fez).

Quando descobriu que havia sido enganado, Poseídon quis vingar-se e pediu ajuda à deusa Afrodite. Enfeitiçaram então a esposa de Minos, fazendo com que ela se apaixonasse pelo mais belo touro branco que o marido tinha. Ela pediu a Dédalo, artesão, que construísse uma vaca de madeira na qual ela se pudesse esconder para ter, dessa forma, relações com o touro. Da união entre a esposa de Minos e o touro nasceu então o Minotauro, uma criatura que era metade homem, metade touro (o nome Minotauro designa, precisamente, "o touro de Minos".

Vencido pelo ciúme, e porque o Minotauro se alimentava dos homens que devorava, Minos mandou construir um complexo labirinto, no qual encarcerou o Minotauro - embora estivesse preso, ele continuava a ser alimentado por homens que eram enviados como sacrifício, até que um jovem, chamado Teseu, que se propôs matar o Minotauro. Para tal, contou com a ajuda de Ariadne, por quem se apaixonou, que lhe deu um fio mágico. Graças a esse fio, Teseu seria capaz de encontrar o caminho de volta para a saída do labirinto. Teseu conseguiu matar o Minotauro graças a uma espada que Ariadne também lhe deu, e que também tinha poderes mágicos.

O Minotauro foi derrotado mas ficou para sempre eternizado na constelação do signo Touro, que representa a força, a bravura e a coragem, assim como as paixões profundas que caraterizam os nativos deste signo.